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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Das amarras...





Nessas horas o respiro

É denso.
O sinto em minha pele em forma de arrepio.

Ele me pega e segura,

Não quer que eu vá



Me ameaça.

Me seduz.

Ele responde por alguns nomes.

Pensava eu ter ido embora.

Mas Desta vez assinou:


Medo

quarta-feira, 6 de março de 2013

"Uma passarela entre o céu e o mar..."





Ele...
Viajava por mundos.
Cidades: históricas ou futuristas.
Mas também  por becos, vielas, subúrbios.
Enfrentava  bandidos.
Criou heróis.
Foi herói.
Mendigo,
Estrela,
Mocinho.
Pulou de prédios.
Voou.
Cheirou  a miséria.
Passeou a brisa e ao por do sol.
E viu-se a frente do infinito.
E do que viveu.
Viveu.
Realmente ou em sua realidade.
Mas rumou aquela passarela acima do azul.
Uma  ponte sobre o mar.
Uma ponte com fim.
Ou interminada.
Cais
Cai
Caíste.


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Monstro...




Pensei em adagas, flexas, vidro ou pólvora.
Pensei ainda em qualquer substância que envolvesse em sono.
Ou síncopes.
Mas ele cresceu de tal forma, 
Que explodiu enquanto eu calculava como destruí-lo.
E todo seu conteúdo escorreu.
Livre.
Novamente.
Como sempre.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Câmara...


E presa naquela atmosfera, 
Inalava daquele pesado ar.
A concentração de gás aumentava.
Sentia-se sufocada.
Cansada e ofegante, vislumbrou um pequeno ponto de luz.
Se arrastava.
Pés e  mãos lhe impulsionando.
Mas parecia sempre longe.
A fumaça distorcia a visão.
Tanto fez, que chegou perto do tal ponto.
Pequena amostra de sol.
Era uma fresta.
Então abriu as janelas 
E ainda a se adaptar com a luz, respirou fundo do ar limpo.
Sem medo.

domingo, 31 de julho de 2011

É preciso perder-se para se encontrar...

De nuestros miedos
nacen nuestros corajes
y en nuestras dudas
viven nuestras certezas.
Los sueños anuncian
otra realidad posible
y los delirios otra razón.
En los extravios
nos esperan hallazgos,
porque es preciso perderse
para volver a encontrarse.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ponto.Parágrafo.

A correnteza já não me leva
E os ventos não me derrubam
Já não existe o frio
Quebrado pelo calor das estrelas.
Por vezes ainda há o silêncio
Desfeito com minhas próprias melodias.
Felicidade que passeia
Às vezes se distrai.
E se a dor derrama
Não tarda e a gargalhada ecoa.
E se a confusão vem
Se esvai em tinta no papel.
E a paz volta.
E faz ninar o medo.
                         Milena Rosa